Na maioria das vezes vivenciamos relacionamentos problemáticos e até doentios porque ficamos receosos de tomar uma atitude definitiva. Quando se trata de relacionamentos conjugais, passam-se anos e anos até que um dos cônjuges, ou até os dois, tomem a decisão necessária e saudável da separação definitiva. Quando se trata de amizades, podem-se passar anos à fio igualmente insistindo numa amizade que nada trás de construtivo, prazeroso e até fraternal à ambas as partes. As coisas acontecem, os anos passam e fica-se "perdoando", "perdoando", "perdoando", quando no fundo a sujeira está é sendo colocada embaixo do tapete, que cada vez fica mais sujo.
Um dia, como sempre acontece, essa sujeira sai... Um vendaval mais forte levanta ele do solo e toda sujeira é exposta. Nesse dia é praticamente inevitável um afastamento, até para que as partes possam ter tempo de limpar verdadeiramente o ambiente e quem sabe, um dia, voltarem a se encontrar naquele local, ainda que não continuem os mesmos vínculos de outrora. Algumas mágoas, por serem realmente profundas, precisam ser incineradas e muito bem desinfetadas, jamais abafadas ou engolidas, para que não nos dê intoxicações que possam resultar em cânceres de difícil cura na alma.
Há relacionamentos que se tornam tumores que precisamos extirpar, para que nossa alma possa ser limpa e curada. É uma situação muito difícil para quem, por necessidade ou até convicção religiosa, deseja "perdoar" (só convencionalmente, porque na verdade remói no fundo do coração uma mágoa secreta e inconfessável) e sofrer todas as dores do câncer até que ele leve à morte por metástese. Quando há perdão verdadeiro a alma se auto-cura e a relação, se não é para ser, extingue-se sem trazer qualquer dano psíquico. A ilusão acaba e o desenlace se faz naturalmente. Quando há apenas o aparente perdão a relação continua, mesmo quando não é para ser, trazendo imensos prejuízos emocionais e psíquicos, pois que é quase impossível conviver com um desafeto como se ele fosse um afeto e não se adoecer no processo.
Ou é afeto ou é desafeto, não dá para ser as duas coisas ao mesmo tempo. E o primeiro passo da cura é assumir para si mesmo e para Deus o que aquele irmão é no nosso coração. É desafeto? Então não ofereça à ele as flores sublimes da afeição que só os afetos podem receber sem as macular ou destruir. Nossa afeição sincera é uma flor muito delicada que entregamos nas mãos daqueles cultivadores que as regarão, cuidarão e a deixarão mais lindas. Não podemos dar essas flores para os desafetos, porque são delicadas demais, imprescindíveis demais para a harmonia e equilíbrio de nosso Jardim Íntimo.
Não podemos fingir para nós mesmos que um desafeto é um afeto, esteja ele em que posição for na nossa vida (marido, mãe, pai, irmão, amigo, etc). Temos que, antes de tudo, colocá-lo no devido lugar, para depois, com trabalho, cuidado e paciência, conduzí-lo pouco à pouco ao posto de afeto, se for esse o desejo de ambas as partes. Somos todos irmãos, acima de tudo. Mas não podemos fingir que nossa fraternidade é perfeita como são as dos anjos. Temos desafios imensos, e assumirmos isso é o caminho para a maturidade e para as conquistas afetivas eternas e construtivas.
Somos humanos, acima de tudo. Fadados à pureza espiritual, mas até que cheguemos nesse patamar, muitos desafios enfrentaremos com nossos escolhos pessoais. Muitos caminhos de espinhos caminharemos, e muitas dificuldades enfrentaremos dentro de nosso próprio coração. Ora teremos afetos, ora teremos desafetos, é inevitável. Nossa busca incessante não é para jamais termos um desafeto, mas para que, tendo algum, busquemos transformá-lo em afeto no tempo do nosso coração. Deus é paciente, não nos obriga a amar todos os nossos irmãos, apenas diz que um dia essa será nossa realidade, e que se permitirmos, Ele nos ajudará à chegarmos no fim desse caminho... Mas nunca nos obriga a sentirmos o que nosso coração não consegue sentir naturalmente. Ele nos conduz aos caminhos, nunca nos obriga a caminhar por eles com pressa, sob pena de perder Sua condução. Somos nós que nos impomos a perfeição antes do tempo, jamais Deus faz isso conosco.
Ele sempre nos dá tempo para que, naturalmente, por desejo e necessidade sinceras de nossa alma, caminhemos pelos caminhos que Ele nos traçou. À nós cabe o compromisso firme e incessante de jamais desviarmos desses caminhos e sobretudo, das mãos do Condutor...
Mostrando postagens com marcador Busca. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Busca. Mostrar todas as postagens
domingo, 12 de dezembro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Educação e Exemplo
Queria tratar aqui de um assunto que é sempre muito debatido, que é a educação dos filhos. Mais especialmente sobre a nossa vida como a maior e mais eficaz mestra dos nossos filhos. É de conhecimento comum que os filhos se espelham muito nos pais, e que na idade adulta vêem-se repetindo tudo aquilo que viam seus pais fazerem. Isso aí: tudo aquilo que viram seus pais *fazendo*. Embora quase todos os pais comprometidos com a educação saibam disso, não são todos que são comprometidos com a auto-educação. O que isso quer dizer em termos práticos? Que não adianta falar para o filho não beber, por exemplo, e entornar copos de cerveja na própria boca. Ou ensinar que refrigerante faz mal à saúde, com uma garrafa de coca-cola na geladeira à disposição dos "adultos da casa". Não adianta proibir o filho de assistir desenhos violentos, e depois ir na locadora alugar filmes de vampiros (que estão na moda, infelizmente) e guerras. Não adianta vetar o acesso do filho à literatura de gibis modernos e passar horas à fio lendo livros de arte duvidosa, com cenas de violência explícita, por mais românticas que sejam. Agindo assim não estaremos ensinando nossos filhos que tudo isso não é bom para a saúde integral dele, por mais palavras maduras e pedagogicamente embasadas que lhes dizemos por anos à fio. Estaremos sim, ensinando à eles a serem os mais velados e cristalinos hipócritas, porque o mestre silencioso chamado *exemplo* tem um eco muitíssimo mais forte que todas as palavras que lhes dizemos ao longo da vida, e esse mestre estará dizendo a ele que deve-se ensinar uma coisa e fazer outra.
Mas então poderíamos alegar para nos justificar: "ah, mas meu filho não me vê bebendo, nem vendo os filmes e menos ainda lendo". Ora, mas isso não seria sermos hipócritas conosco mesmos também? O filho pode não ver, mas *nós saberíamos* que estaríamos vivendo uma vida de mentiras, e por consequência ensinando os filhos a viverem dessa forma tão triste, porque independente dos filhos verem ou não verem, eles estão *inseridos* nessa família, convivendo, crescendo, sendo educados, interagindo e respirando dentro desse lar. Mesmo que ele não veja com seus olhos físicos, ele está mergulhado num ambiente que exala hipocrisia e mentira, e é sim influenciado de forma sutil e concreta.
Não adianta nós educarmos nossos filhos de uma forma restrita, politicamente e ecologicamente correta, se não *vivermos* de forma tão restrita quanto aquela que pregamos. Nossos filhos e a verdadeira educação deles deve valer mais para nós que refrigerantes, bebidas alcoólicas, cigarros, filmes e livros que são lixos culturais, ao ponto de renunciarmos à tudo isso se realmente acreditamos que não são boas coisas, tanto que ensinamos isso à nossos filhos.
Do meu ponto de vista, um pai que bebe muita cerveja e acha que beber é a melhor coisa da vida, e por isso molha a chupeta do filho no copo de cerveja dizendo à ele desde pequeno que ele tem que aprender as coisas boas da vida, apesar de estar totalmente errado em termos psicológicos e físicos, ele está sendo mais honesto que aquele pai de ensina o quanto a bebida é ruim e bebe depois, escondido ou não dos filhos. Porque embora ele esteja educando seu filho à ser um futuro alcóolatra físico e psicológico, ele está ensinando o que realmente acredita que é certo. Ele pode estar sendo um péssimo pai, mas está sendo um bom educador, dentro do que ele acredita ser uma boa educação. Embora falhando num aspécto realmente grave, ele está sendo honesto, errando por ignorância, não por negligência.
E nós quando não vivemos o que pregamos, quando não damos à nossos filhos nem mesmo o exemplo de honestidade, estamos sendo péssimos pais e péssimos educadores, errando por negligência, já que acreditamos que o que fazemos de errado, é mesmo errado. Estamos ensinando à eles que bebida não é bom, mas que escondido podemos beber. Estamos ensinando que bebidas faz mal à saúde *dos outros*, porque da nossa não deve fazer, já que embora ensinemos para os outros que é ruim, continuamos bebendo. Quando educamos nossos filhos assim, nós estamos falhando em todos os aspéctos, porque repercurte no físico (ele fará escondido, como viu os pais fazerem), no psicológico (mentir para si mesmo é uma das mais graves doenças psicológicas), no emocional (quem consegue conviver bem usando mil máscaras para se apresentar diante da sociedade?) e sobretudo moral (a hipocrisia foi o flagelo mais energicamente combatido pelo Cristo).E claro, estou colocando exemplos materiais, mas falo de todo tipo de vício, os morais também.
Quando nos tornamos pais, Deus não nos pede apenas que guiemos para o bom caminho um de seus Filhos. Ele nos convida também à irmos, junto com nossos filhos, para esse bom caminho. Como podemos segurar nosso filho pela mão na estrada de uma vida digna, boa, saudável e eticamente correta, se não caminharmos nessa mesma estrada junto com ele? Nós temos que perder a idéia de que, só porque Deus colocou criaturas sob nossa custódia, significa que estamos preparados para os educar sem que precisemos de nenhum ajuste ou mudança de vida. Deus educa-nos, enquanto educamos nossos filhos... Se Ele nos mostra o que é melhor para nossos filhos, mostra também o que é melhor para nós. Se conseguimos ver, entender, debater e até criticar quem vive de uma forma que achamos ruim, então é porque estamos mais que prontos à *viver* em todos os detalhes, aquilo que vemos, entendemos e debatemos que é o melhor.
Emmanuel, mentor de Chico Xavier, tem uma frase excelente sobre isso: "A palavra convence, mas o exemplo arrasta". E é assim. Com a palavra podemos até fazer nossos filhos entenderem no racional tudo aquilo que pregamos ser bom para eles, mas é com a força inexorável do exemplo, que os arrastamos para a saúde ou para a doença, dependendo exclusivamente da forma como vivemos.
Gandhi também tem uma colocação para isso: "Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros".
Em suma, é vivendo bem que educamos bem. É nos educando conforme educamos nossos filhos, que podemos ter mais esperança de um dia não dizermos a famosa frase: "Onde foi que eu errei?" É vencendo os nossos próprios vícios, que ensinamos nossos filhos a terem hábitos saudáveis. É renunciando à tudo aquilo que cremos ser ruim para nossos filhos, que vamos realmente ser dignos do papel que tentamos desempenhar com tanta dedicação e amor. Não basta amá-los, temos que nos amar também, e vivermos tudo aquilo que desejamos que eles vivam, para serem mais felizes e mais saudáveis. Não é fácil, e certamente vamos falhar muitas vezes, mas eles também verão que estamos tentando, e aprenderão outra linda e valiosa lição: errar enquanto tenta acertar e recomeçar sempre, sim. Desistir de investir no bem de si mesmo e daqueles que amamos, nunca.
Mas então poderíamos alegar para nos justificar: "ah, mas meu filho não me vê bebendo, nem vendo os filmes e menos ainda lendo". Ora, mas isso não seria sermos hipócritas conosco mesmos também? O filho pode não ver, mas *nós saberíamos* que estaríamos vivendo uma vida de mentiras, e por consequência ensinando os filhos a viverem dessa forma tão triste, porque independente dos filhos verem ou não verem, eles estão *inseridos* nessa família, convivendo, crescendo, sendo educados, interagindo e respirando dentro desse lar. Mesmo que ele não veja com seus olhos físicos, ele está mergulhado num ambiente que exala hipocrisia e mentira, e é sim influenciado de forma sutil e concreta.
Não adianta nós educarmos nossos filhos de uma forma restrita, politicamente e ecologicamente correta, se não *vivermos* de forma tão restrita quanto aquela que pregamos. Nossos filhos e a verdadeira educação deles deve valer mais para nós que refrigerantes, bebidas alcoólicas, cigarros, filmes e livros que são lixos culturais, ao ponto de renunciarmos à tudo isso se realmente acreditamos que não são boas coisas, tanto que ensinamos isso à nossos filhos.
Do meu ponto de vista, um pai que bebe muita cerveja e acha que beber é a melhor coisa da vida, e por isso molha a chupeta do filho no copo de cerveja dizendo à ele desde pequeno que ele tem que aprender as coisas boas da vida, apesar de estar totalmente errado em termos psicológicos e físicos, ele está sendo mais honesto que aquele pai de ensina o quanto a bebida é ruim e bebe depois, escondido ou não dos filhos. Porque embora ele esteja educando seu filho à ser um futuro alcóolatra físico e psicológico, ele está ensinando o que realmente acredita que é certo. Ele pode estar sendo um péssimo pai, mas está sendo um bom educador, dentro do que ele acredita ser uma boa educação. Embora falhando num aspécto realmente grave, ele está sendo honesto, errando por ignorância, não por negligência.
E nós quando não vivemos o que pregamos, quando não damos à nossos filhos nem mesmo o exemplo de honestidade, estamos sendo péssimos pais e péssimos educadores, errando por negligência, já que acreditamos que o que fazemos de errado, é mesmo errado. Estamos ensinando à eles que bebida não é bom, mas que escondido podemos beber. Estamos ensinando que bebidas faz mal à saúde *dos outros*, porque da nossa não deve fazer, já que embora ensinemos para os outros que é ruim, continuamos bebendo. Quando educamos nossos filhos assim, nós estamos falhando em todos os aspéctos, porque repercurte no físico (ele fará escondido, como viu os pais fazerem), no psicológico (mentir para si mesmo é uma das mais graves doenças psicológicas), no emocional (quem consegue conviver bem usando mil máscaras para se apresentar diante da sociedade?) e sobretudo moral (a hipocrisia foi o flagelo mais energicamente combatido pelo Cristo).E claro, estou colocando exemplos materiais, mas falo de todo tipo de vício, os morais também.
Quando nos tornamos pais, Deus não nos pede apenas que guiemos para o bom caminho um de seus Filhos. Ele nos convida também à irmos, junto com nossos filhos, para esse bom caminho. Como podemos segurar nosso filho pela mão na estrada de uma vida digna, boa, saudável e eticamente correta, se não caminharmos nessa mesma estrada junto com ele? Nós temos que perder a idéia de que, só porque Deus colocou criaturas sob nossa custódia, significa que estamos preparados para os educar sem que precisemos de nenhum ajuste ou mudança de vida. Deus educa-nos, enquanto educamos nossos filhos... Se Ele nos mostra o que é melhor para nossos filhos, mostra também o que é melhor para nós. Se conseguimos ver, entender, debater e até criticar quem vive de uma forma que achamos ruim, então é porque estamos mais que prontos à *viver* em todos os detalhes, aquilo que vemos, entendemos e debatemos que é o melhor.
Emmanuel, mentor de Chico Xavier, tem uma frase excelente sobre isso: "A palavra convence, mas o exemplo arrasta". E é assim. Com a palavra podemos até fazer nossos filhos entenderem no racional tudo aquilo que pregamos ser bom para eles, mas é com a força inexorável do exemplo, que os arrastamos para a saúde ou para a doença, dependendo exclusivamente da forma como vivemos.
Gandhi também tem uma colocação para isso: "Aquele que não é capaz de governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros".
Em suma, é vivendo bem que educamos bem. É nos educando conforme educamos nossos filhos, que podemos ter mais esperança de um dia não dizermos a famosa frase: "Onde foi que eu errei?" É vencendo os nossos próprios vícios, que ensinamos nossos filhos a terem hábitos saudáveis. É renunciando à tudo aquilo que cremos ser ruim para nossos filhos, que vamos realmente ser dignos do papel que tentamos desempenhar com tanta dedicação e amor. Não basta amá-los, temos que nos amar também, e vivermos tudo aquilo que desejamos que eles vivam, para serem mais felizes e mais saudáveis. Não é fácil, e certamente vamos falhar muitas vezes, mas eles também verão que estamos tentando, e aprenderão outra linda e valiosa lição: errar enquanto tenta acertar e recomeçar sempre, sim. Desistir de investir no bem de si mesmo e daqueles que amamos, nunca.
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Mudanças
Muito se fala sobre a metáfora do "homem velho" e do "homem novo", simbolizando nossos renascimentos íntimos. E a verdade é que realmente, durante uma só vida, nós estamos sempre renascendo, estamos sempre deixando o "homem velho" para trás e surgindo renovados. E vamos observando que muitas coisas que pensávamos no passado, mudam complamente à medida que a Vida nos experimenta.
Até nossos gostos pessoais mudam. Passamos a nos vestir diferente, a gostar de músicas diferentes, a ter uma vida diferente no geral. Mas além disso tudo, que na fundo são reflexos, é nosso íntimo que muda. É incontestável que a Vida, quando bem aproveitada (no sentido de aproveitar-se as lições morais, e não no sentido de "curtir"), revela-nos uma Mestra sem igual, e desses novos aprendizados que vamos acumulando diariamente, promove-nos à mudança incessantemente.
Mas isso não é sempre que acontece, pois que há muitos de nós que mudamos o sentido de aproveitamento da Vida, e em vez aproveitarmos as lições morais, corremos a aproveitar os prazeres da matéria, tão efêmeros quanto ilusórios, e agarrando-nos ao comodismo psíquico, acabamos por envelhecer fisicamente, mantendo posturas e emocional de adolescentes, quicá de crianças. E com isso sofremos mais, porque não aprendemos a enfrentar as dificuldades da madureza física, com a sabedoria que a idade proporciona. Os problemas mudam, mas nós não mudamos, e sofremos, tal qual uma criança sofreria para responder uma prova de faculdade.
Por tudo isso creio que as mudanças são muito importantes, e mais importante ainda é estarmos atentos à nós mesmos, sempre em busca do autoconhecimento, para não só identificarmos que mudanças ocorreram conosco, como também para atentarmos se estamos estacionados em algum comportamento mais infantil e imaturo, requerendo reavaliação e aprimoramento.
A Vida no fim é para isso, para começarmos a crescer no ventre materno e não pararmos de crescer e amadurecer nunca.
Até nossos gostos pessoais mudam. Passamos a nos vestir diferente, a gostar de músicas diferentes, a ter uma vida diferente no geral. Mas além disso tudo, que na fundo são reflexos, é nosso íntimo que muda. É incontestável que a Vida, quando bem aproveitada (no sentido de aproveitar-se as lições morais, e não no sentido de "curtir"), revela-nos uma Mestra sem igual, e desses novos aprendizados que vamos acumulando diariamente, promove-nos à mudança incessantemente.
Mas isso não é sempre que acontece, pois que há muitos de nós que mudamos o sentido de aproveitamento da Vida, e em vez aproveitarmos as lições morais, corremos a aproveitar os prazeres da matéria, tão efêmeros quanto ilusórios, e agarrando-nos ao comodismo psíquico, acabamos por envelhecer fisicamente, mantendo posturas e emocional de adolescentes, quicá de crianças. E com isso sofremos mais, porque não aprendemos a enfrentar as dificuldades da madureza física, com a sabedoria que a idade proporciona. Os problemas mudam, mas nós não mudamos, e sofremos, tal qual uma criança sofreria para responder uma prova de faculdade.
Por tudo isso creio que as mudanças são muito importantes, e mais importante ainda é estarmos atentos à nós mesmos, sempre em busca do autoconhecimento, para não só identificarmos que mudanças ocorreram conosco, como também para atentarmos se estamos estacionados em algum comportamento mais infantil e imaturo, requerendo reavaliação e aprimoramento.
A Vida no fim é para isso, para começarmos a crescer no ventre materno e não pararmos de crescer e amadurecer nunca.
sábado, 20 de março de 2010
Autenticidade
Às vezes fico observando o quanto é difícil ser simplesmente autêntico no mundo de hoje. Há sempre alguém em quem nos espelhamos, ou até em modelos e padrões de comportamento social. É a moda, a arte, a religião, a profissão, os estigmas de diversas vertentes. O fato é que fica cada dia mais difícil sermos apenas nós mesmos. Quem somos nesse emaranhado de padrões e modelos? Por que temos tanta necessidade de nos padronizar? Por que hoje temos um padrão e amanhã temos outro? Somos nós que mudamos constantemente, ou é a nossa inconsciente busca por nós mesmos?
Por que nós sismamos em seguir padrões? Por que teimamos em estarmos sempre inseridos em algum modelo social? Por que, para nos sentirmos aceitos, temos que vestir as roupas da moda, ouvir as músicas que estão no top parede, adorar o artista mais famoso do momento ou até escolher profissões porque elas estão no top do mercado?
Por que nós nos perdemos tanto, tentando nos encaixar no mundo, quando é o mundo que tem que se adaptar à nós? Como encontraremos nossos verdadeiros afins? Como sairemos dos laços de amizade ou amor tão efêmeros quanto todos os modelos que buscamos para nos encaixar?
Mas acima de tudo isso, como somos espiritualmente? E se nos despirmos de todo imediatismo efêmero da matéria, o que sobra de nós?
Por que nós sismamos em seguir padrões? Por que teimamos em estarmos sempre inseridos em algum modelo social? Por que, para nos sentirmos aceitos, temos que vestir as roupas da moda, ouvir as músicas que estão no top parede, adorar o artista mais famoso do momento ou até escolher profissões porque elas estão no top do mercado?
Por que nós nos perdemos tanto, tentando nos encaixar no mundo, quando é o mundo que tem que se adaptar à nós? Como encontraremos nossos verdadeiros afins? Como sairemos dos laços de amizade ou amor tão efêmeros quanto todos os modelos que buscamos para nos encaixar?
Mas acima de tudo isso, como somos espiritualmente? E se nos despirmos de todo imediatismo efêmero da matéria, o que sobra de nós?
sexta-feira, 19 de março de 2010
Encontro Auto-pessoal
Como nos redescobrimos e nos reinventamos? Como resgatamos dos lugares mais profundos de nosso ser, aqueles desejos, sonhos, preferências e dons que temos e que fazem com que sejamos únicos? Quando passamos muito tempo sofrendo a influência de algo ou alguém, como nos desnudarmos para descobrirmos quem realmente somos?
Como quando temos uma religião por muitas vidas... Como fazemos, um dia, para nos desvincularmos dessa religião, e conhecermos o que somos, como somos e sentirmos a nossa religiosidade da forma mais pura e pessoal? E quando isso extende-se à todo nosso ser?
Como conseguimos deixar de ser o que pensamos ser, para descobrirmos o que realmente somos? Como nos encontramos com nossa essência e deixamos de ser "como nossos pais"?
É essa a minha primeira grande pergunta da minha nova jornada rumo à mim...
Como quando temos uma religião por muitas vidas... Como fazemos, um dia, para nos desvincularmos dessa religião, e conhecermos o que somos, como somos e sentirmos a nossa religiosidade da forma mais pura e pessoal? E quando isso extende-se à todo nosso ser?
Como conseguimos deixar de ser o que pensamos ser, para descobrirmos o que realmente somos? Como nos encontramos com nossa essência e deixamos de ser "como nossos pais"?
É essa a minha primeira grande pergunta da minha nova jornada rumo à mim...
Assinar:
Postagens (Atom)


